quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pingo de amor.





A gotinha que cai lá fora
veio na chuva pr'os vidros molhar.
Escorrendo lentamente pela janela 
fazendo minha visão embaçar.

A gota d'água que ontem foi de amor
escorreu pelo mundo à passear,
aos poucos foi evaporando
e a gota de amor nas nuvens agora está.

Lá no céu a gotinha de amor percebeu
quão grande foi sua transformação.
Ela que era visível e sentida
hoje é vapor de saudade entre nuvens de algodão.

A gotinha pede a Deus intensamente 
para virar logo chuva e ao seu leito voltar.
E agora sendo ela uma gota renovada, 
aguará a semente enterrada pra fazer o amor brotar.

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Um comentário:

  1. Um grande beijo ao meu querido amigo, Sócrates. Que amou este poema. Obrigada pelo carinho! :)

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